Logo após as mobilizações e passeatas dos dias 04 e 05 de setembro, protestos estes realizados durante as atividades alusivas a Semana da Pátria. Os trabalhadores em Educação, o STEMA, e os diretores de Escolas que aderiram ao boicote ao desfile, forma repreendidos pelo Executivo Municipal e por seus orgãos de imprensa.(tentaculos na imprensa chapa branca)
Os trabalhadores em educação vem demonstrando o internacionalismo através de várias ações: Abertura de Assembléias com o Hino da Internacional, com hinos da Revolução Espanhola, homenagem a Francisco Ferrer y Guardia no aniversário de sua morte, solidariedade a Paqui Cuesta, militante sindicalista espanhola (CGT), solidariedade ao povo Grego em luta, etc. Por tanto o STEMA se propõe internacionalista, não possuindo os sentimentos mesquinhos dos nacionalistas de plantão, que abrem as portas do pampa para as multinacionais capitalistas!
Patriotismno é a religião do Estado. No Brasil, primeiro forjou-se o Estado,depois procurou-se construir uma nação. O Estado Brasileiro é a imposição do mais forte (ricos) contra os mais fracos (povo).Os simbolos deste Estado são os simbolos do poder desta elite que domina e massacra a população trabalhadora.
O prefeito e a vice, chamaram os diretores de escolas (trabalhadores em educação), e pediram-lhes respeito a hierarquia. Contra esta intromissão do Executivo, respondemos com nossa luta e rebeldia!
a palavra hierarquia, de origem grega, significa poder que vem de cima/ poder sagrado/poder que não se contesta. Como pensamos que todo poder pode e deve ser questionado, por isso somos críticos (crítico vem do germânico e significa "julgar" e "avaliar"), consideramos que o prefeito e a vice não são sagrados, são questionaveis. Por esta razão não respeitamos hierarquias! Agimos com respeito e educação com as pessoas, mas isso não pressupõe submissão.
Defendemos "
"Por uma terra sem amos,
A Internacional
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EM CADA ESCOLA, LUTA E REBELDIA/ ALEGRETE-RS
LUTA SINDICAL EM ALEGRETE/RS
Hoje, dia 04 de setembro, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de Alegrete garantiu a passeata pelo Piso Salarial Nacional. Demosntrou que vem aglutinando força para a GREVE.
Os trabalhadores em Educação concentraram-se as 13:30 e foram um dos primeiros a passar na Praça Getúlio Vargas. Haviam aproximadamente 100 professores no protesto. Assim como foi combinado, os trabalhadores não passaram com suas Escolas e passaram com o STEMA vestindo Preto como sinal de protesto. Alguns professores utilizaram "nariz de palhaço" para demonstrar sua indignação.
Após entrar pela Praça Getulio Vargas, fizeram uma parada em frente o palanque oficial. Apresentou-se as faixas para as autoridades. O presidente do Sindicato, após cumprimentar o Preffeito, a vice-prefeita e o Secretario de Educação fez um discurso breve: "(...) aqui estamos demonstrando nossa indignação em relação ao salario humilhante que recebemos. Estamos demonstrando que temos capacidade de mobilização, e que no dia 15 de setembro faremos uma paralização geral na Rede Municipal.Nossa decisão é de greve se o executivo não cumprir com o prazo solicitado e apresentar proposta de implementação do Piso Salarial para a categoria."
Um dos aspectos de destaque da manifestação dos trabalhadores em educação foi que eles pararam em frente o palanque das "autoridades": o executivo, o legislativo e o judiciário (Haviam autoridades civis e militares/ e da "tradição"!) e enfrentaram o ESTADO.
Os trabalhadores em educação foram até o final do "desfile" e voltaram para ficar em frente ao palanque oficial com suas faixas de protesto.
Amanhã tem nova manifestação. Esperamos duplicar ou triplicar o número de trabalhadores em protesto.
PARA A GREVE UM, PARA A GREVE 10, PARA A GREVE 100, PARA A GREVE MIL!
STEMA, por um sindicalismo classista e combativo!
Com ação direta,
Pelo Poder Popular!
Não ta morto quem peleia!
FUNDAÇÃO DA RP EM ALEGRETE
Numa tarde de garoa, às 19 horas, trabalhadores em educação e um agricultor sem terra, fundam o Comitê de Resistência Popular em Alegrete.
Após a leitura e o debate sobre a Base de Acordo da Resistência Popular,foram discutidas as frentes de luta e solidariedade do Comitê de Restência Popular de Alegrete.
Foi definido que a Resistência em Alegrete inicia seus trabalhos com um grupo de militantes sindicais e um grupo Comunitário (com atuação na luta pela terra).
Os militantes sindicais presentes pertencem à categoria dos trabalhadores em educação da Rede pública Municipal em Alegrete. A maioria faz parte da Chapa de oposição sindical.
Os companheiros que atuam na frente Comunitaria desenvolvem no primeiro momento uma luta por Creche no Bairro Comunidade Sepé Tiarajú. Também tem auxiliado na "frente de massa" do acampamento do MST em ALegrete.
O Comitê de Resistência Popular em ALegrete se declara solidario a todas as lutas populares, dos trabalhadores e trabalhadoras, excluidos, explorados e oprimidos. Defende a desburocratização dos movimentos sociais e dos sindicatos. Defende a Reforma Agraria e Urbana!
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