Mulheres libertárias em luta 2014

Abusadores - Não passarão!

Registro de intervenção de mulheres em escracho no bar opinião, onde uma menina relatou publicamente ter sido assediada e sofrido violência física. Por solidariedade, e marcando a posição de que mulheres devem se sentir apoiadas por outras mulheres, fica o recado. Mexeu com uma, mexeu com todas.







Vídeo do 3º Ato em defesa do Transporte Público de Porto Alegre


Fonte: Coletivo Catarse

O Bloco de Luta por um Transporte Público, composto por diversas organizações, realizou nesta terça (18.02) um ato no centro de Porto Alegre, contra a proposta de aumento da tarifa dos ônibus e pela qualidade do transporte público.


Os manifestantes denunciam que as empresas do setor funcionam sem ter havido uma licitação pública para escolhê-las, que o Ministério Público de Contas indicou valor abusivo e sugeriu, inclusive, a redução da tarifa.

O vídeo a seguir é sobre a manifestação:

Mais um passo dado para a integração dos que lutam!


Fonte: elaopa.org



O Encontro Latino Americano de Organizações Populares e Autônomas – ELAOPA, em sua 10ª edição, realizado no sul do Brasil na cidade de Viamão (Rio Grande do Sul) nos dias 25, 26 e 27 de janeiro último, buscou mais uma vez aportar grãos de areia e dar passos no intento de integração latino americana daqueles (as) que lutam.

Foram mais de 60 organizações, coletivos, agrupações sindicais e estudantis, movimentos sociais e iniciativas populares que participaram de diversas oficinas, comissões de discussão temáticas e espaços de confraternização e cultura, dividindo tarefas de limpeza e alimentação para um bom funcionamento do Encontro e construindo acordos e encaminhamentos para avançarmos nesse projeto popular e autônomo.

O tema transversal do Encontro foi o Plano IIRSA, apresentado por alguns companheiros responsáveis em uma das Plenárias Gerais e discutido nas diferentes Comissões temáticas. Além disso, a equipe organizadora do ELAOPA distribuiu jornal sobre essa iniciativa de “integração” (para quem?) latino-americana e alguns dos conflitos e lutas de resistência que vem buscando enfrentá-la e denunciá-la. As Comissões temáticas (Educação/Estudantil; Sindical; Terra e Meio Ambiente; Direitos Humanos; Gênero, etnia e sexualidade; Comunicação; Muralismo e Comunitário) também trabalharam para avançar no acúmulo e nos acordos necessários para movimentar a militância nos diferentes países. Além das comissões de discussão, diversas oficinas de participação aberta e livre foram ofertadas por diferentes pessoas e/ou grupos, no sentido de socializar experiências e discutir outros temas que não ganhavam lugar nas comissões de discussão.

Mas não só os debates e discussões ganharam presença no ELAOPA. Uma homenagem em memória ao companheiro Alberto “Pocho” Mechoso (lutador social uruguaio sequestrado e assassinado pela ditadura militar argentina em 1976 e que teve seus restos mortais identificados no ano passado e entregues aos seus familiares e vizinhos do bairro em que viveu e militou boa parte de sua vida, o Cerro em Montevidéu) foi realizada por um companheiro do Ateneu do Cerro, espaço social presente no encontro.   A memória não só ao companheiro, como a tantos outros que são referentes de nossa luta, reafirmou, uma vez mais, que não esqueceremos e jamais perdoaremos, pois nós, povos latino americanos não estamos e nem ficaremos quietos. E ao final de cada dia, a confraternização da companheirada que dançou ao som de muita música latino-americana com a apresentação das bandas La Digna Rabia, Farabute e Orquestra de Mulheres.

O X ELAOPA não deu respostas a todas os problemas que coletivamente precisamos enfrentar, mas estamos certo que reafirmou, uma vez mais, nosso compromisso enquanto lutadores e lutadoras sociais na construção de uma integração nossa, gestada desde baixo, desde os que lutam e para construir um Poder Popular.

Se escucha, se escucha! Arriba lxs que luchan!
Viva o X ELAOPA 2013!

Encaminhamentos finais da plenária

Comissão de Comunicação:
- Agregar informação de comunicação pelo blog do ELAOPA – coletar os “feeds”  (alimentadores) dos blogs dos companheiros e coletivos para serem agregados no site do ELAOPA, para que todos possam saber o que estão fazendo durante o ano, em seus movimentos e localidades.
- Promover a conectividade entre os participantes do ELAOPA, através de nova ferramenta como salas virtuais temáticas. Ágora.cc (http://agora.cce http://agora.cc/tutorial.htm(em portugues - necessita tradução para espanhol) – O uso desta ferramenta possibilita trocas e interações continuadas entre os companheiros e coletivos entre os eventos, permitindo maior articulação comunicativa.

Comissão Sindical:
- IIRSA: cada org. tem responsabilidade de fazer discussão localmente sobre o tema.
- criar um informativo para divulgar o que significa o IIRSA e as ações que estão envolvidas.
- Dar solidariedade aos conflitos e dar resposta coordenadas diante das medidas de criminalização do protesto.

Comissão Comunitária:
- Atualizar mais o site do ELAOPA
- Nas localidades em que a Outra Campanha está sendo desenvolvida (Brasil), trabalhar num calendário comum.
-Realização de gestos de solidariedade (qualquer tamanho/proporção) aos companheiros presos – proposta 5 de fevereiro

Comissão DDHH:
- Elaborar uma nota de repúdio, do ELAOPA, sobre o acontecido, solidariedade aos presos de Bariloche. Na frente do consulado de Argentina.
- Agitar em nossos países campanhas de denúncia a participação de grupos econômicos que foram beneficiados e buscar maiores informações de grupos que tenham tido participação em diversas ditaduras.
- Organizar seminários sobre o tema Criminalização da pobreza e Memória, Verdade, Justiça nos locais onde estamos inseridos. Divulgar a organização destes seminários com antecedência para que as organizações enviem relatos sobre a questão em seus devidos países.

Comissão de gênero, sexualidade e etnia:
-Articulação de um calendário de lutas em comum, com a proposta inicial de pelo menos duas atividades por ano, uma em cada semestre, seguem datas comuns à América Lartina e as propostas de debate:
-Que haja a possibilidade de tomada de datas regionais em memória à pessoas que sofreram opressão de gênero - “Que vivam eternamente as mulheres que morreram lutando”;
-Realizar a denúncia massiva e escrachos a agressores, independentemente de sua inserção política;

Comissão Terra:
- Área de publicação: material de formação de análise descritiva, com mapa de conflitos, de obras que estão sendo feitas, dos impactos. Material de trabalho de base (de difusão), a partir do jornal que foi impresso do ELAOPA, construir material adaptado a cada local.
- Mobilização: reforço do calendário aprovado no último ELAOPA de São Paulo, onde entram datas importantes, com prioridade para 5 de junho, como já foi definido e trabalhar a consigna nas mobilizações: fora IIRSA.

Comissão de Educação:
- garantir a criação de uma lista de e-mails e espaço no sitio do ELAOPA para que haja a troca de materiais e a socialização de nossas experiências

- Avançar na definição de uma linha de ação conjunta como educadores libertários a nível regional, nacional e latino-americano

Comissão estudantil:
Sem propostas gerais

Comissão muralismo:
- produção de mural no 5 de junho (massacre de bágua no peru)
- produção de mural no 11 de Outubro (ultimo dia de liberdade dos povos originários)
- Produção de cartilha com técnicas muralistas

Ato de Solidariedade aos Presos Políticos de Bariloche na Argentina

Dando consequência a decisão tomada no X ELAOPA de coordenar ações de Solidariedade aos companheiros(as) presos em Bariloche na Argentina, nós Organizações Sociais e Populares da região metropolitana de Porto Alegre saímos as ruas na manhã de hoje (05/02) em marcha ao Consulado da Argentina para protestar e exigir a imediata liberação dos 5 companheiros(as) que ainda se encontram presos (3 em prisão domiciliar e 2 em cárcere privado).

Com uma faixa, palavras de ordem, carro de som e panfletos esclarecendo a população de Porto Alegre o motivo de nosso Ato, nos dirigimos desde a região central da cidade até o Consulado da Argentina em que fizemos concentração e solicitamos a presença do Cônsul para que pudéssemos entregar um documento com nossas demandas. Cumprimos nosso objetivo, mas com a promessa de manter nossa mobilização e luta até que toda a companheirada seja liberada e volte à suas famílias e organizações.

Abaixo reproduzimos o panfleto distríbuido, a carta entregue ao cônsul (carimbada e assinada) e algumas fotos do ato.
Porque nossa Solidariedade é mais que palavras!
Libertad, libertad! A los presos por luchar!

X Encontro Latino Americano de Organizações Populares e Autônomas  - ELAOPA
Janeiro de 2013, Rio Grande do Sul,  Brasil















Convocatória ELAOPA 2013



Tendência Sindical Resistência Popular!


Pra Criar um Povo Forte!


Ato da Outra Campanha no Vale do Gravataí.
 
 
Pra Criar um Povo Forte!
 
            Nesse dia 30 de setembro, em Cachoeirinha e Gravataí, o ato da Outra Campanha cumpriu o seu objetivo: tornar público as demandas dos trabalhadores, dos jovens e da comunidade que são pautas de luta em busca de uma vida digna. Estamos cientes de que é importante a organização popular para além das eleições para não ficarmos reféns da chantagem dos candidatos ou da troca de favores das legendas partidárias.
            Tentaram nos intimidar. Diziam que a nossa mobilização era partidária e vinculada às denúncias de corrupção envolvendo o governo atual para deslegitimar o protesto. Queriam proibir de nos manifestarmos. Primeiro veio a ordem de serviço do governo para a guarda de trânsito tentar impedir o uso do som durante a caminhada na avenida Flores da Cunha. Pediam que fizéssemos silêncio, pois não tínhamos autorização. Por outro lado, carros de som, caminhões, kombis e qualquer veículo que estivesse fazendo propaganda eleitoral curiosamente não era tratado da mesma forma. Pelo contrário, esses tampouco eram notificados pelas irregularidades que cometiam. De fato, o que desejavam era impedir nossa manifestação. Porém, não conseguiram. Mesmo sem o som continuamos nossa caminhada, usando da nossa voz, dos gritos de guerra, das faixas e materiais de propaganda, enfim da nossa certeza na hora de ocupar a rua.
            Depois veio a Brigada Militar. Queriam saber quem era responsável, mas todos éramos responsáveis. Identificaram alguns companheiros e tentaram dar ordens para que fossemos pela calçada. Tentaram, mas não conseguiram. Afinal de contas, a rua era o único espaço onde cabia a nossa gente e as nossas reivindicações.
            Por último, veio a ordem do governo para que a guarda municipal e também a guarda de trânsito nos avisassem da proibição de nos manifestarmos no parcão de Cachoeirinha. Trancaram a rua com cavaletes, mas apesar das intimidações isso não nos amedrontou e fomos adiante. A praça é do povo e nela seguimos nossa manifestação. Entregamos as demandas da Outra Campanha na região para a comunidade ali presente e dialogamos com o povo a importância de estarmos organizados em solidariedade para além das eleições. Seguiremos de cabeça erguida com independência dos governos, partidos e patrões.
 
-         Protesto não é crime! Em defesa da liberdade de expressão e manifestação! Contra a criminalização dos movimentos sociais!
 
-         Por um transporte público de qualidade e pela redução do preço das tarifas de ônibus!
 
-         Em defesa do saneamento para as comunidades e contra a privatização da água! Pela imediata infraestrutura para a comunidade Arinos de Gravataí!
 
-         Por melhores condições dos serviços de saúde e por maiores investimentos dos municípios da região nesse setor, conforme estabelece a Constituição Federal!
 
-         Em defesa dos direitos da criança e do adolescente e pela livre organização dos estudantes sem discriminação!


       
    -         Pela redução da jornada de trabalho, por direitos sociais sem exploração e contra as terceirizações!
 
-         Contra a proposta de flexibilização dos direitos trabalhistas chamada Acordo Coletivo Especial!
 
-         Pela liberdade de expressão e comunicação sem repressão às Rádios Comunitárias!
 
-         Contra a precarização da educação pública! Em defesa da EMEM Santa Rita de Cássia!
 
-         Pela revogação do abusivo aumento dos salários dos políticos de Cachoeirinha! Contra o aumento dos salários dos vereadores de Gravataí!
 
 
 

Pré Elaopa e ato político cultural de lançamento da Outra campanha 2012-RS

O Pré-ELAOPA Sul é um momento de preparação para o X Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas (ELAOPA), que se realizará no início de 2013 aqui em Porto Alegre, servindo como espaço de encontro e articulação na luta de organizações populares autônomas da América Latina.

Juntamente ao Pré-ELAOPA, acontecerá o lançamento da A Outra Campanha Sul, que segue na mesma linha, pela construção do poder popular, em uma perspectiva autônoma e de base, ou seja, desde baixo, capaz de resistir à opressão capitalista e criar alternativas de luta conjuntas, a partir da solidariedade entre todos os que lutam.

Segue a proposta de programação para os dias 4 e 5 de agosto.

  04/08 - PRÉ-ELAOPA SUL ***
08:00 - Café e chimas
09:00 - Conjuntura América Latina e debate Plano IRSA e Poder Popular.
12:30 - Almoço solidário/limpeza.
14:00 - Retorno e momento cultural.
15:00 - Encaminhamentos e formação das equipes e organicidade do ELAOPA.
18:00 - Encerramento, café da tarde limpeza e batucada.
20:00 - Teatro de Vivência da Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela: MEDEA MATERIAL – Usina do Gasômetro. R$ 10,00.

05/08 - LANÇAMENTO DA A OUTRA CAMPANHA SUL ***
13:00 - Concentração no Utopia e Luta
15:00 - Ato político cultural no Largo Zumbi dos Palmares - Teatro: Futebol Nossa Paixão - Pra falar de política, futebol e religião.
17:00 - Bandas e depoimentos
21:00 - Encerramento

                             Nossas urgências não cabem nas urnas! 

                                           Criar um povo forte!

 Contatos e mais informações:
outracampanhabrasil@gmail.com
http://www.facebook.com/aoutracampanhasul
http://outracampanhabrasil.blogspot.com.br

Cooperativa de Consumo - cadastre-se e participe!

Primeira encomenda - Atividade de refundação da Cooperativa: 7 de julho, 18 horas, no Ateneu A Batalha da Várzea.


CONVOCATÓRIA

Queremos convidar todos os coletivos, grupos, movimentos populares, entidades e indivíduos para uma reunião no dia 30 de junho para o debate e a organização da Outra Campanha e do ELAOPA (Encontro Latino Americano de Organizações Populares e Autônomas).
A proposta da OUTRA CAMPANHA é inspirada na chamada “La Otra Campaña” impulsionada pelos Zapatistas no México em junho de 2005. Abraçamos essa proposta porque estarmos de acordo com a postura política de independência de classe e de protagonismo popular, além de acreditarmos estarmos fazendo adesão a uma proposta latino-americana que se coloca realmente abaixo e à esquerda, caminhando no sentido da construção do Poder Popular. A Outra Campanha é uma articulação aberta aos interessados(as) em construir uma outra forma de fazer política, com base no protagonismo e na luta popular e que não passa pelas eleições, pois estamos fartos de tantas promessas, mentiras e escândalos de corrupção envolvendo todos os setores da classe política. É somente em período de eleições que esses nos convocam para comparecer às urnas, como se votando nos candidatos e seus partidos eleitoreiros fosse resolver todas as demandas do povo. Por isso, estamos mais do que convencidos de que as nossas urgências não cabem nas urnas. É na luta que se cria o poder popular, que fazemos valer nossos direitos e arrancamos das elites políticas e econômicas as conquistas. Por isso uma Outra Campanha.
O ELAOPA (Encontro Latino Americano de Organizações Populares e Autônomas) que já vai para seu 10º encontro, foi criado paralelamente ao Fórum Social Mundial de 2003 para aglutinar os diversos movimentos e organizações latino-americanas que compartilham dos princípios de independência de classe, democracia de base, solidariedade de classe e luta popular e debater e articular acordos que possam nos fazer avançar na construção do Poder Popular. Os encontros foram realizados em Porto Alegre (2003), Cochabamba - Bolívia (2004), La Plata - Argentina (2005), Lagomar - Uruguay (2006), Santiago - Chile (2007), Porto Alegre (2008), Luján – Argentina (2009), Lagomar - Uruguai (2010), e São Paulo (2011). Tem participado organizações dos mais diversos pontos da América: agrupações sindicais e sindicatos, coletivos culturais, muralistas, grupos de teatro, movimentos piqueteros, coletivos feministas e de luta pela igualdade de género, catadores de resíduos, ateneus, centros sociais, organizações campesinas, ecologistas, coletivos de defesa dos direitos humanos, recursos naturais, entidades estudantis, etc. Na reunião do dia 30, queremos iniciar a organização do Pré-Elaopa Região Sul, momento prévio ao ELAOPA que será realizado no início de 2013 aqui em Porto Alegre e já dar os primeiros passos para a sua organização.
Venha conhecer e somar esforços na construção de outra forma de fazer política, desde baixo e à esquerda, para construir Poder Popular! Dia 30, sábado, com almoço às 13:30 e início dos debates às 14:30, no Assentamento Urbano Utopia e Luta, na Borges de Medeiros, nº 731.

PLENÁRIA GERAL DA RP


Realizaremos a Plenária Geral da Resistência Popular neste sábado, dia 26
de Maio às 09:00 no Ateneu Libertário A Batalha da Várzea, na Travessa dos
Venezianos, 30, Cidade Baixa, Porto Alegre. A militância das Tendências
sindical e estudantil, das rádios comunitárias A Voz do Morro do Morro
Santana e Rádio Quilombo da Restinga, e a do Coletivo Muralha Rubro Negra
está convidada para esta Plenária que debaterá a organização do Pré-Elaopa
(Encontro prévio ao Encontro Latino Americano de Organizações Populares e
Autônomas).

Os coletivos e grupos que quiserem participar de nossa Plenária para desde
já aportar sua contribuição na organização do Pré-Elaopa são muito bem
vindos(as)!!!

Plenária Geral da RP
Data: 26 de Maio
Horário: 09:00
Local: Ateneu Libertário A Batalha da Várzea

Lutar, Criar, Poder Popular!!!

A ESTACA QUEBRADA NO CORAÇÃO DO LATIFÚNDIO





Nesta segunda-feira, dia 16 de Abril, integrando a jornada nacional de lutas do Abril Vermelho, os assentados da região de São Gabriel ocuparam a Praça Fernando Abott com uma representação de 70 assentados do município. Ao ocuparem a praça em caráter permanente, até que os governos Federais e Estaduais disponham a infra-estrutura básica dos assentamentos.
Fazem três anos que via INCRA se prometeu investir 60 milhões de reais nos assentamentos de São Gabriel. Porém o que temos na prática é uma política de sucateamento deste órgão público e total descaso com a reforma agrária. Ao assentar aproximadamente 580 famílias numa das regiões mais pobres do Estado e dominada por latifúndios improdutivos, tinha-se a intenção de colocar “uma estaca no coração do latifúndio”! O que presenciamos hoje é o descaso que fundamenta os argumentos dos latifundiários e seus defensores, que acusam os assentamentos de “favelas rurais”. Na prática essas “favelas rurais”, são frutos de um processo onde se repartiu campos pouco férteis, com erosão e risco ambiental entre famílias totalmente descapitalizadas, que sem crédito, sem estradas, sem energia elétrica e sem habitação tiveram pouca, ou nenhuma condição de produzirem. Para se ter uma idéia da situação, em alguns assentamentos a desistência foi de 70% das famílias assentadas, que sem condições de permanência nos lotes voltaram para a periferia das grandes cidades.
Hoje aproximadamente 180 famílias permanecem sem energia elétrica, sem uma lâmpada para uma criança estudar, sem uma geladeira para conservar o alimento. Aqui nenhuma escola foi construída dentro dos assentamentos, nossas crianças caminham uma média de duas horas até pegar o transporte escolar, todos os dias! Não tendo estradas nem para transporte escolar, também não temos como escoar o excedente da produção, a qual se faz com o próprio suor, pois a fração de famílias que acessou os créditos é mínima! Quanto às moradias, as famílias não há perspectiva de quando será efetivado o projeto de habitação. Em torno de 100 famílias ainda moram embaixo da lona preta! Após resistirem a duas secas em três anos, sem bebedouros para o gado e nem uma gota de água potável, foi anunciado 38 milhões de reais pelo programa “Água para Todos”, a esperança é que os assentamentos sejam contemplados, mesmo assim não sabemos até quando teremos que alimentar essa esperança!
Permaneceremos ocupando a Praça Fernando Abott, na esperança de que menos invisíveis, e contando com o bom senso de nossos governantes teremos resposta concreta às nossas pautas.

Sepé Vive!

São Gabriel dia 16 de Abril de 2012.


PAUTA DE LUTA DOS ASSENTADOS DO MST
EM SÃO GABRIEL.

1.Reversão no corte de orçamento do INCRA
Aplicação do convênio entre governo federal e estadual para o assentamento imediato de todas as famílias acampadas no Rio Grande do Sul.
Contra a política de sucateamento e inoperância do INCRA
Melhores condições de trabalho e infra-estrutura aos funcionários do INCRA, e fim dos atrasos no pagamento dos funcionários da Assistência Técnica e Social (ATES).
2.Construção das estradas dos assentamentos
Tendo em vista que não temos como escoar a produção;
O transporte escolar das crianças é precário ou inexistente em alguns casos.
3.Construção da rede de distribuição de água potável:
Aplicação imediata do recurso de 38 milhões do “Água para Todos”.

4.Construção das redes de energia elétrica
Aplicação imediata do “Programa Luz para Todos” nos Assentamentos Madre Terra e Cristo Rei, ambos três anos sem luz!
5.Liberação de Créditos
Liberação de créditos atrasados e liberação imediata de créditos para os recém assentados.
6.Roteiro com Patrulha Agrícola do Estado
Abertura emergencial de estradas e recuperação de açudes
7.Investimento em Infra-estrutura produtiva nos Assentamentos
Reforma de silos nos assentamento Madre Terra e Novo Horizonte
Construção do entre posto leiteiro em São Gabriel.
Construção de uma nova unidade de secagem e armazenagem de grãos orgânicos.

CHAMADA PARA A PLENÁRIA DA TENDÊNCIA ESTUDANTIL RESISTÊNCIA POPULAR



Construir um Movimento Estudantil de base, classista e combativo!
Colegas estudantes, secundaristas e universitários, queremos fazer a todos(as) vocês um convite para participarem de nossa 1ª Plenária Estudantil. Será a primeira de muitas Plenárias que estaremos construindo para conversarmos, debatermos, nos formarmos e nos organizarmos enquanto estudantes que acreditam em uma outra forma de fazer política. Não uma política partidária, de militantes profissionais, que colocam seus interesses políticos acima dos interesses estudantis. Acreditamos sim que devemos nos organizar, primeiro em nosso local de estudo, seja através de um DA, CA, Núcleo de base, depois em um coletivo estudantil, de afinidade ou de tendência como é o nosso caso; mas essa organização precisa estar a serviço dos estudantes; ela precisa ser um instrumento de luta e organização de todos os estudantes para fazer frente a retirada de direitos, à conquista de muitos outros e para lutar por uma educação gratuita e de fato pública, que não só esteja a serviço do povo mas organizada e gestionada por ele. É essa política que acreditamos: nos organizar para através da mobilização de rua, da ação direta e do protagonismo de nós mesmos conseguir alcançar os nossos objetivos. É por isso que nos organizamos enquanto uma tendência estudantil. Não para substituirmos os espaços de representação e de organização que já são (ou deveriam ser) dos estudantes, mas para fomentarmos seu caráter de independência em relação a partidos, governos, ongs, etc.; para construir em conjunto com outros grupos e indivíduos entidades de fato coletivas, participativas e que sejam instrumentos para a luta estudantil; para juntos forjarmos força social, a única que pode permitir a mudança a partir de nós mesmos, através de nossos meios. Convidamos a todos(as) os(as) estudantes para essa plenária para que frente a frente possamos apresentar a Tendência Estudantil Resistência Popular, falar de nossos objetivos, de nossa proposta de organização e conhecer a companheirada estudante que pode contribuir muito com esse projeto de luta, coletivo e combativo. A todos(as) que queiram conhecer nossa proposta e colaborar ou se somar em sua construção, o convite está feito!
Tendência Estudantil Resistência Popular


TODA SOLIDARIEDADE À LUTA DO CPERS!
 
               Durante todo este ano de 2011 os trabalhadores em educação vêm tentando arrancar o cumprimento da Lei do Piso Nacional enquanto Tarso só enrola. Para piorar a situação, no final do ano letivo, o Piratini encaminha um texto de decreto estadual onde consta uma alteração do Plano de Carreira e a modificação da essência da educação pública, impondo o modelo meritocrático (o mesmo de Marisa Abreu e Yeda Crusius) e destinando o ensino médio da rede estadual para a formação de mão de obra sub-qualificada, sem nem ter o nível técnico da rede federal.
 
               Diante de tanta agressão e arrogância autoritária, os trabalhadores em educação disseram Basta! e não tiveram outra escolha a não ser confrontar com o plano neoliberal de Tarso Genro, do PT e dos seus aliados. Desde então a resposta do Piratini vem sendo uma aliança com os donos de meios de comunicação, publicando matéria paga de página inteira e utilizando os editoriais de jornais e âncoras de rádios como seus porta-vozes. Prova disso é a campanha aberta para desqualificar a greve, onde tanto a Secretaria de Educação como a mídia hegemônica, plantam informações, manipulam a opinião pública e tentam jogar a base do sindicato contra a assembleia que votou pela greve.
 
               É hora de cerrar fileiras ao lado dos professores e afirmar que Tarso, além de nariz de Pinóquio (por mentiroso), também é autoritário e cara de pau. Gritar que essa gente deixou de ser reformista para virar pelega, de direita mesmo, defensora dos projetos do Banco Mundial, da Agenda 2020, da RBS, da Farsul, da Fiergs e de todos os inimigos de classe no Rio Grande. Lembrar que a base aliada do governo tem maioria na Assembléia e se comportam igual ou pior que a base do governo de Yeda. Os trabalhadores e as trabalhadoras, que já enfrentaram os neoliberais de Yeda, Aod e o coronel Mendes como cão de guarda, não irão se calar diante de um ex-ministro da Educação que não cumpre a própria lei que assinou! Os recursos existem, mas são destinados para pagar a vergonhosa Dívida Pública com a União ou então saem pelo ralo do esgoto, indo financiar os industriais através da mamata chamada Fundopem, por sinal ampliado em outubro de 2011.
 
               Já Basta! A Tendência Sindical Resistência Popular está ao lado dos trabalhadores em educação, ao lado do Cpers na defesa de sua assembléia soberana e contra os desmandos de um governo que executa a Agenda dos parasitas do Rio Grande, a odiosa oligarquia que faz da mamata do dinheiro público sua forma de dominação. Pelo Piso Nacional Já e a imediata suspensão do projeto de mudança do plano de carreira e do ensino público da rede estadual. Chega dos desmandos dessa pelegada corrupta e autoritária. Todas e todos juntos até a vitória da greve do Cpers! 

DEBATE SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE PORTO ALEGRE

SEMINÁRIO DE COMUNICAÇÃO - PORTO ALEGRE

Vídeo Ocupação MST Viamão

OCUPAÇÂO MST EM VIAMÃO/RS

Sem Terra irão resistir a despejo em Viamão e Sananduva Por Comunicação do MST

Por Comunicação do MST

nicação do


As famílias que estão acampadas nas cidades de Viamão (região metropolitana) e Sananduva (região Norte) decidiram que não deixarão as áreas. A Justiça já determinou a reintegração de posse imediata das duas fazendas. Os despejos podem acontecer a qualquer momento.

Os acampados reafirmam que não sairão das áreas até que o governo do estado e o INCRA anunciem o assentamento das famílias. Ainda em Abril, o governo do estado, depois de um acordo com o governo federal, se comprometeu a assentar as famílias que se encontram acampadas embaixo da lona preta em todo o estado. Desde a assinatura do “Termo de Compromisso” com os camponeses, nenhuma família foi assentada. Na reunião realizada ontem não houve avanços, já que o instituto federal e o governo gaúcho não apresentaram nenhuma proposta para cumprir com este acordo.

Mais uma vez, os governos federal e estadual encaram a reforma agrária como questão de polícia. A decisão das famílias sem terra em resistir aos despejos é uma forma de pressionar pelos assentamentos, já que os acordos e metas têm sido constantemente descumpridas pelo poder público. A responsabilidade sobre o que venha a ocorrer nas ações de despejo é dos governos estadual e federal.

Vacaria

Em Vacaria, mais de 500 pequenos agricultores ocupam uma área de 400 hectares de terra próximo a BR 285, à 1km da entrada da cidade. A área, que é pública, foi destinada pelo governo para pesquisa e experimentos de plantas, mas não está sendo utilizada para esse fim. Da mesma forma, em todo o estado existem áreas do governo que estão abandonadas e não necessitam recurso para serem desapropriadas.

MST


As famílias que estão acampadas nas cidades de Viamão (região metropolitana) e Sananduva (região Norte) decidiram que não deixarão as áreas. A Justiça já determinou a reintegração de posse imediata das duas fazendas. Os despejos podem acontecer a qualquer momento.

Os acampados reafirmam que não sairão das áreas até que o governo do estado e o INCRA anunciem o assentamento das famílias. Ainda em Abril, o governo do estado, depois de um acordo com o governo federal, se comprometeu a assentar as famílias que se encontram acampadas embaixo da lona preta em todo o estado. Desde a assinatura do “Termo de Compromisso” com os camponeses, nenhuma família foi assentada. Na reunião realizada ontem não houve avanços, já que o instituto federal e o governo gaúcho não apresentaram nenhuma proposta para cumprir com este acordo.

Mais uma vez, os governos federal e estadual encaram a reforma agrária como questão de polícia. A decisão das famílias sem terra em resistir aos despejos é uma forma de pressionar pelos assentamentos, já que os acordos e metas têm sido constantemente descumpridas pelo poder público. A responsabilidade sobre o que venha a ocorrer nas ações de despejo é dos governos estadual e federal.

Vacaria

Em Vacaria, mais de 500 pequenos agricultores ocupam uma área de 400 hectares de terra próximo a BR 285, à 1km da entrada da cidade. A área, que é pública, foi destinada pelo governo para pesquisa e experimentos de plantas, mas não está sendo utilizada para esse fim. Da mesma forma, em todo o estado existem áreas do governo que estão abandonadas e não necessitam recurso para serem desapropriadas.

Foto: Jefferson Pinheiro
Pela primeira vez no RS, a ocupação de um latifúndio por agricultores sem terra tem um blog próprio para informar o que está acontecendo:http://www.ocupacaosemterra.blogspot.com

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